Por aquele que vê em teus olhos
Enxergou mesmo cego pela luz
Em seu pescoço: um colar e a cruz
Seu olhar e mais alguns conselhos
Pediu mais corpos e sinergismos
Mais amantes de suas loucuras
Outros doentes atrás de suas curas
Seduzidos pelos seus mimetismos
Se não houvesse gravidade atraente
Seus olhos e globos azuis ou verdes
Puxariam-me aos poucos facilmente
Trata-se da vaidade que nunca senti
Olhares e conselhos que perpetuam
São mistérios assim guardados por ti
Confesso que não estou totalmente habituado a ler sonetos em versos livres, sim, sou meio tradicionalista rsrs. Contudo, aplicou um bom ritmo ao seu poema, uma temática leve mas que se apresenta de modo bastante inteligente, muito bom!
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