quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Se

Se tu remexes nada que me negas

Requebras e deitas tuas madeixas

Encaracoladas e presas são negras

Não negas têm o coração que fechas


Dores amores e seus desejos

Amores e suas doçuras

Para seus amantes, loucuras

Sonhar pelos do teus beijos


Mexer que envolve e domina

Vem balanço que me ensina

A sentir


Usa tuas carnes em movimento

Pelo único simples sentimento

Te amar

sábado, 12 de setembro de 2009

Ah! Se tu morena.

Ah! Se você morena
Desse um samba pra mim
Cantaria na noite até o fim
É pequena, que pena
A chance de ter você pra mim
O que irei dizer ao tamborim?
Que chora e implora
E agora Morena e agora?
Ah! Se você morena
Desse um samba pra mim.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Produto da grande safadeza.

Qual o medo que não tira meu pé do chão
Dificuldades de mais um cidadão
De juros per capita para decapitar meus sonhos
Me salva é meu time de futebol

Caravanas de empregados no desemprego
Correndo atrás e entrando no prego
É juros acumulados, lei áurea , BláBláBlá
Para agradar os afros na área

Sem tetos sem terras sem futuro
Sem paciência sem emprego sem namoro
Sem ritmo sem vergonha sem clima
Sem calça sem juros sem rima

Descendentes, bela menina.
Com ou sem melanina
Todos são de certeza
Produto da grande safadeza

Essa é a letra da musica que eu fiz que leva o mesmo nome do titulo da postagem. Musica feita pra a banda Moscopolis ( www.myspace.com/themoscopolis ). Quem quiser fazer o Download da musica aqui está o link: Produto da Grande Safadeza




domingo, 6 de setembro de 2009

Às vezes é tão facil.

Às vezes é tão fácil:

Dormir, sonhar e delirar
Basta os olhos fechar
Basta à brisa sentir
Basta à mente abrir
Amar não deve esperar
Nem ao menos parar
Nem ao menos pedir
Por fim somente sentir
Voltar no tempo é saudade
Para outros dias ou noites
Não importa a finalidade

Afinal, às vezes é tão fácil...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Todo dia.

Todo dia o sol me traz essa luz
Levantar-me e ver o azul do dia
Nos dias de chuva a força reduz
Nada que o café preto reverteria

Todo dia os carros e seus pneus
Ônibus lotados de pessoas em pé
Uns diriam nobres outros pebleus
Mesmo Deus cada um com sua fé

Todo dia envelheço, mais que vida
Aquela saudade dos tempos passados
Ainda consegue e pode ser revertida
Dores nas costas mandam os recados

Todo dia quero sempre mais um dia
Vou avisar pode me dar sem oferecer
Prosa ou verso como o poeta dizia
A gente já nasce e começa a morrer

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Moinhos.

Pelos pulmões que o ar empurra

Sai a tua tremula voz que sussurra

Quase não movimenta os moinhos

Mas podem levar a novos caminhos


Apenas preencher o infinito pela metade

Pelas portas das salas e quartos que entrei

Viver simples a vida como um nômade

Telegrafando e fotografando onde parei


Sentimentos de um poeta de vanguarda

Ao transcrever mudas palavras inova

Sobre todos os alentos a pessoa amada

Ao reproduzir na calma de bossa nova


Assim prováveis doces desejos carnais

Manipulados para saciar o ego e a alma

Adquiridos das vontades de mortais

Que causalmente terminam na cama

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Teus Olhos.

Por aquele que vê em teus olhos

Enxergou mesmo cego pela luz

Em seu pescoço: um colar e a cruz

Seu olhar e mais alguns conselhos


Pediu mais corpos e sinergismos

Mais amantes de suas loucuras

Outros doentes atrás de suas curas

Seduzidos pelos seus mimetismos


Se não houvesse gravidade atraente

Seus olhos e globos azuis ou verdes

Puxariam-me aos poucos facilmente


Trata-se da vaidade que nunca senti

Olhares e conselhos que perpetuam

São mistérios assim guardados por ti