sábado, 26 de dezembro de 2009
Fazer sentido
E de buzinas fora de hora
Umas vidas e seus naipes
Pela janela vejo lá fora
Apostas em sonhos reais
Que nascidos do imaterial
Forjam em desejos surreais
Marcas do processo cicatricial
Para trás, trilhas serão deixadas
Para direcionar o norte
Como jogar com cartas marcadas
A duvida da vida se repetindo
Escondida em apostas caras
Bem ou mal, vai lhe fazer sentido
Aproveitando a co-Autoria de Juliana Perdigão senão não teria saido o texto.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Deixe no ar
Sublime no ar
Subliminar
Teu pensamento
Deixe no ar
Deixar
Teu lamento
Da empatia
Da simpatia
Das figas
Das fugas
Das surras
Das fissuras
Nas palavras no ar
Sublime pelo ar
Subliminar
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Uma dose em teu copo
Uma dose em teu copo
Olhar alem do teu corpo
Desmembrar a sua mente
Saciar boca que fala e sente
A noite e doses aumentam
Como todas as variâncias
Todos hormônios exalam
Respostas às suas ciências
Doses: reforços cronológicos
Sangue de memórias remotas
Repetidas palavras para locos
Sublinha em suas linhas tortas
Argumento na base do dia após
Erguer uma dose para nós
Por fim brindar, cantar e viver
Pois o dia acaba de nascer
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Desapareceu ao longe
Deixou meus abraços
Quem será você?
Sombra da luz
Não separas do ser
Não foge da cruz
Desapareceu a luz
Dos Abraços
Dos Espaços
Apareceu com a luz
Enquanto carrego a cruz
Dos Abraços
São Escassos
Separastes do simples
Ao que acha complexo
Para estrelas do céu
Em caminhos, contemples
Não apareceu
Desapareceu ao longe
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Apenas olhos.
Me represente o que faz
Me apresente o que és
O que dos olhos são fies
O que tua mão traz
São rosas de vermelho
Ou são vermelho das rosas
São imagens de espelho
Ou são espelhos das nossas
Vidas, duvidas e outras coisas
Acordar, dormir e respirar
Batimentos daquelas asas
Da liberdade de enxergar
Das cores nos olhos
Que mudam de cor
Que mudam o humor
Que são apenas olhos
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Ocupado
Chegar ao longe
Malandro e mandamento
Aprender com monge
Passagens e experimento
Navegar e transcender
Planejar e ascender
Marola que enrola
Voltar como mola
E a vida faz rodar
E a vida faz mudar
No nascer do dia
No luar estrelado
Que antes perdia
Por estar ocupado
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Pequeno oponente
Assim sobrevoar a ti
Negarei e por fim, menti
Sei Tua pele ainda sente
Aos meus braços a realidade
Aos meus leitos e jeitos
Pelos teus jeitos e feitos
Resumir tua sensibilidade
Cidade na terra emite luz
Que simplesmente nua
Usa teu brilho que seduz
Cidade de histórias passadas
Que inevitavelmente crua
São vistas e modificadas
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Como Balança.
Como Balança
Vira e mexe
Em sua dança
Na ponta do pé
Não descança
Então não quer
Parar de dançar
Assim Inevitavelmente
Uma esperança
Para compartilhar
Tua dança
Que inflama e queima
O meu coração.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Tua boca.
Teu sorriso entrega
Meu olhos não esperam
É fácil de perceber
Basta dizer que sim
Com o puxar dos lábios
E meu olhos vão seguir
Espero uma longa estada
Para os teus desafios
É difícil de desistir
Dessa longa caminhada
Em direção a tua boca
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Mercante.
Agora que irei entregar o meu
Ser chamado por fim de amante
Para ter apenas o que vendeu
Se suborno teus ouvidos
Com varias notas de doçura
Se suborno teus olhos
As letras valem essa locura
Aquela que não comprei
Me falta a proposta
Ainda que terei
Aquela que não trocarei
Me falta a resposta
Ainda que amarei
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Se
Se tu remexes nada que me negas
Requebras e deitas tuas madeixas
Encaracoladas e presas são negras
Não negas têm o coração que fechas
Dores amores e seus desejos
Amores e suas doçuras
Para seus amantes, loucuras
Sonhar pelos do teus beijos
Mexer que envolve e domina
Vem balanço que me ensina
A sentir
Usa tuas carnes em movimento
Pelo único simples sentimento
Te amar
sábado, 12 de setembro de 2009
Ah! Se tu morena.
Desse um samba pra mim
Cantaria na noite até o fim
É pequena, que pena
A chance de ter você pra mim
O que irei dizer ao tamborim?
Que chora e implora
E agora Morena e agora?
Ah! Se você morena
Desse um samba pra mim.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Produto da grande safadeza.
Dificuldades de mais um cidadão
De juros per capita para decapitar meus sonhos
Me salva é meu time de futebol
Caravanas de empregados no desemprego
Correndo atrás e entrando no prego
É juros acumulados, lei áurea , BláBláBlá
Para agradar os afros na área
Sem tetos sem terras sem futuro
Sem paciência sem emprego sem namoro
Sem ritmo sem vergonha sem clima
Sem calça sem juros sem rima
Descendentes, bela menina.
Com ou sem melanina
Todos são de certeza
Produto da grande safadeza
domingo, 6 de setembro de 2009
Às vezes é tão facil.
Às vezes é tão fácil:
Dormir, sonhar e delirar
Basta os olhos fechar
Basta à brisa sentir
Basta à mente abrir
Amar não deve esperar
Nem ao menos parar
Nem ao menos pedir
Por fim somente sentir
Voltar no tempo é saudade
Para outros dias ou noites
Não importa a finalidade
Afinal, às vezes é tão fácil...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Todo dia.
Levantar-me e ver o azul do dia
Nos dias de chuva a força reduz
Nada que o café preto reverteria
Todo dia os carros e seus pneus
Ônibus lotados de pessoas em pé
Uns diriam nobres outros pebleus
Mesmo Deus cada um com sua fé
Todo dia envelheço, mais que vida
Aquela saudade dos tempos passados
Ainda consegue e pode ser revertida
Dores nas costas mandam os recados
Todo dia quero sempre mais um dia
Vou avisar pode me dar sem oferecer
Prosa ou verso como o poeta dizia
A gente já nasce e começa a morrer
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Moinhos.
Pelos pulmões que o ar empurra
Sai a tua tremula voz que sussurra
Quase não movimenta os moinhos
Mas podem levar a novos caminhos
Apenas preencher o infinito pela metade
Pelas portas das salas e quartos que entrei
Viver simples a vida como um nômade
Telegrafando e fotografando onde parei
Sentimentos de um poeta de vanguarda
Ao transcrever mudas palavras inova
Sobre todos os alentos a pessoa amada
Ao reproduzir na calma de bossa nova
Assim prováveis doces desejos carnais
Manipulados para saciar o ego e a alma
Adquiridos das vontades de mortais
Que causalmente terminam na cama
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Teus Olhos.
Por aquele que vê em teus olhos
Enxergou mesmo cego pela luz
Em seu pescoço: um colar e a cruz
Seu olhar e mais alguns conselhos
Pediu mais corpos e sinergismos
Mais amantes de suas loucuras
Outros doentes atrás de suas curas
Seduzidos pelos seus mimetismos
Se não houvesse gravidade atraente
Seus olhos e globos azuis ou verdes
Puxariam-me aos poucos facilmente
Trata-se da vaidade que nunca senti
Olhares e conselhos que perpetuam
São mistérios assim guardados por ti
sábado, 29 de agosto de 2009
Maré
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Mais uma.
Como o ponto final
Não existiu a chance
Já confessei a Deus
Que tirou esse mal
Ter mais uma chance
Devo olhar para os meus
Por um sentimento carnal
Mais um par que dance
Ate encontrar os teus
Ainda não tenho sinal
Que te encontrei romance
domingo, 16 de agosto de 2009
Tudo novo denovo.
Abraços
Luiz Eduardo Ximenes